Vaga Lume recebe dois prêmios: Vivaleitura e Chico Mendes
  Encontro Internacional Literatura e Ação Cultural
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É com grande satisfação que colocamos no ar mais uma edição do Balanço Anual de Atividades da Associação Vaga Lume.
Em 2007, a Vaga Lume contribuiu com a educação de cerca de 18 mil crianças brasileiras, através dos seus programas de acesso à leitura e intercâmbio cultural.
Isso só foi possível graças ao apoio de uma luminosa rede de parceiros e voluntários engajados na melhoria da nossa sociedade. Parabéns a todos!
Para acessar o Balanço clique aqui.
  Bengui abre as portas para a leitura - Jornal O Liberal
Matéria publicada no Jornal O Liberal em 31/1/2008
Associação instala biblioteca aberta às crianças de famílias de baixa renda
RAFAEL GUEDES
Da redação
Antônia sorri quando lembra do garoto que apareceu na biblioteca aborrecido, livro em mãos, com a história que tinha acabado de ler. Um livreto infantil que contava a relação entre um girino e uma lagarta em seu casulo. A amizade acabou quando o girino virou sapo e engoliu a borboleta, que mal havia ganhado asas. "Ele ficou chateado e disse que não gostou do livro. Como um amigo poderia fazer isso com outro?", conta Antônia. É uma entre várias experiências que ela ouve sempre que as crianças aparecem para devolver livros na Biblioteca Vaga Lume Amigos da Leitura que funciona na varanda da sua casa, no bairro do Bengui, na periferia de Belém. Antônia Marques da Silva, 41 anos, é dona-de-casa e voluntária do Projeto Multiplicação, iniciativa da Associação Vaga Lume, ONG paulista realizadora da Expedição Vaga Lume, que desde 2001 espalha bibliotecas pelas comunidades rurais da Amazônia brasileira. O projeto dá os livros e a estrutura e Antônia cede o espaço, mediando as sessões de leitura com as crianças a partir de uma didática específica. A mecânica parece simples, mas envolve esforços de diversos agentes num projeto mais amplo. Num bairro sem espaços de lazer, engolido pelo lixo e a lama, a varanda de Antônia é um oásis de prosperidade.
Implantada em dezembro de 2007, a biblioteca possui um acervo de 100 novos livros. A estante foi confeccionada por detentos sob custódia da Superintendência do Sistema Penal do Estado do Pará (Susipe). Duas vezes por semana, a varanda se enche de crianças que fazem os empréstimos dos livros ou os lêem ali mesmo, acomodados sobre esteiras, onde são realizadas sessões de leitura mediadas por Antônia e Patrícia Lima, 32 anos, também voluntária do projeto. Ambas participaram de oficinas de formação de mediadores realizadas pela Associação Vaga Lume. Mas essa é uma história que remonta há alguns anos, quando essas mesmas oficinas seriam responsáveis por formar a grande idealizadora da biblioteca que o Benguí acaba de ganhar.
Ana Maria Cabral da Gama, 49 anos, é professora há 23 anos da rede estadual. Em 2002, soube da realização de um curso na Escola Roberto Remigi, no assentamento João Batista II, município de Castanhal, a cerca de 77 quilômetros de Belém, onde a Associação Vaga Lume havia instalado uma pequena biblioteca. "Sempre tive o desejo de contribuir no processo ensino-aprendizagem, que é um problema permanente do nosso município", diz a professora. Durante uma semana, ela aprendeu o método de mediação desenvolvido pela Associação Vaga Lume para as bibliotecas instaladas na Amazônia. Ana passou então a desenvolver a mediação na Escola Cidade de Emaús, no Benguí.
Pelo método, os mediadores lêem os livros na íntegra para as crianças, que formam suas próprias interpretações sobre o conteúdo. As crianças também emprestam livros da biblioteca e conversam sobre as histórias que leram ao devolver as obras. Em algumas escolas do projeto, as crianças fazem os seus próprios livros, a partir de histórias contadas pelos idosos, numa contribuição à manutenção das tradições orais das comunidades amazônicas.
"Fiz o curso e fiquei encantada com a técnica de mediação de leitura. Eu já havia tentado outras formas e elas não eram tão aceitas. Fiquei impressionada porque ela aproxima as crianças do livro", diz a professora. "Depois do curso, não havia uma leitura que não interessasse a elas. As crianças disputavam os livros, e aí comecei uma luta para conseguir mais exemplares."
Em 2003, a expedição Vaga-Lume continuou a enviar livros. De acordo com Ana, foram mais de 400. Outros 270, explica Ana, foram doados pela Fundação Ecofuturo. "Todos livros novos", ela frisa. Em setembro daquele ano, 20 voluntários foram mobilizados na arrecadação de mais de 500 livros na Feira Pan-Amazônica do Livro, em Belém, que foram doados para a Escola Roberto Remigi. Em 2005, Ana mobilizou professores para a realização de uma campanha junto a escolas particulares da capital para a arrecadação de livros usados, mas os resultados foram tímidos.
A aproximação com o projeto foi inevitável, e a professora sugeriu à Associação Vaga Lume a instalação de uma biblioteca própria da entidade no Bengui. Para tanto, reuniu dados e informações que justificassem a necessidade de uma biblioteca no bairro, um dos mais pobres de Belém.
INFORMAL
Surgido na década de 1940, o Bengui acumula um histórico de ocupações desordenadas. Dados do IBGE de 2000 apontam que, dos quase 240 mil habitantes do bairro, 44,5% são crianças e adolescentes. O rendimento nominal médio das pessoas com renda é de R$ 382,48, com 58% dos moradores economicamente ativos na atividade informal. De acordo com o ‘Relatório da Cidadania III: Os jovens e os Direitos Humanos’ da Rede de Observatórios de Direitos Humanos, de 2002, a maior parte dos moradores do bairro possui apenas o nível fundamental incompleto. Ainda segundo o relatório, existem no Benguí apenas dois postos de saúde, três postos da Polícia Militar e um da Polícia Civil. Não há bibliotecas públicas, cinema ou teatro, e apenas duas praças em péssimo estado de conservação.
Pela insistência voluntariosa, a dedicação às crianças e à paixão pelos livros, Ana Cabral conseguiu algo inédito. Até então restrito às localidades rurais da Amazônia, o projeto inaugurou em dezembro sua primeira biblioteca na periferia de uma grande cidade.
"Nossa meta era inicialmente trabalhar com todas as escolas rurais das comunidades onde atuamos", diz a assessora executiva da Associação Vaga Lume, Daniela Weiers. "Conhecemos a Ana em Castanhal, em 2002, e desde então ela tem participado dos cursos de formação de mediadores da leitura." Os esforços não foram em vão. Em apenas dois meses, os registros da Biblioteca Vaga Lume Amigos da Leitura indicam a frequência de alunos de nove escolas das imediações.
Biblioteca é alternativa às dificuldades de ser criança em bairro carente
Ela já leu "Letras ciganas", "Cinderela" e "O macaco malandro". Doou três livros à Biblioteca Vaga Lume Amigos da Leitura – que, aliás, foi ela quem batizou. Sinara Farias Felipe, 13 anos, estudante da 7ª série, é freqüentadora assídua da biblioteca e já não sabe dizer quantos livros leu desde que ela foi inaugurada. "Antes eu lia ‘mais ou menos’. Mas toda noite, antes de dormir, ou de manhã, quando não tenho nada pra fazer, pego um livro pra ler", diz Sinara. "Em casa tenho poucos livros. Comecei a ler mais por causa da biblioteca."
Sinara mora com a mãe, empregada doméstica, e o padrasto, que trabalha como vigia. Reclama da falta de espaços para brincar, da sujeira do bairro e lembra que a entrada da rua da biblioteca está cheia de lixo e caramujos. Não gosta de ficar até tarde na rua porque "muito homem enxerido fica mexendo com as meninas". Acabou encontrando na biblioteca não apenas um passatempo, mas uma alternativa às dificuldades de ser criança num bairro tão carente.
"O livro ensina muitas coisas boas pra gente, o caminho que a gente deve seguir, e ajuda a passar as coisas que sabemos para outras crianças que não sabem", diz Sinara. Sem saber, já se tornou uma mediadora. "Tenho colegas que não acham bacana ler, dizem que dá dor de cabeça, que prejudica a vista. Tem gente que gosta de jogar bola. Eu gosto de ler."
Jhully Wenny, de 12 anos, acha o bairro perigoso e escolheu a biblioteca para ler e brincar. Ela já pegou emprestado três livros desde que a biblioteca foi aberta e diz que a leitura lhe ensinou a usar melhor as palavras. "Quando a gente lê, a gente fica sabendo como se escrevem as palavras. É só olhar no livro", explica. "Aqui a gente faz o desenho, depois faz uma história do desenho e lê em voz alta. É muito divertido."
"O que eu vejo muito é que eles não têm área de lazer, então as crianças ficam na rua. Não tem praça, só arena, mas são todas particulares", diz Antônia. Ela teme a exposição à violência e às drogas, mas está orgulhosa da biblioteca e mostra com orgulho a pasta onde estão registrados os 300 empréstimos realizados pelas crianças. Ana Cabral comemora os resultados e espera que novos parceiros se aliem ao projeto, já que a escola funciona em estrutura mínima. A casa não possui grades e o chão, cimentado, carece de mais esteiras para as crianças se acomodarem. A varanda é quente e não tem ventilador. Com a chegada de novos livros, a biblioteca também precisará de mais estantes. A própria professora já buscou apoio junto à Secretaria Municipal de Educação (Semec) há alguns anos, mas à exceção de um aporte de recursos no ano passado, as investidas foram em vão.(R.G.)
Promoção da cidadania
A Expedição Vaga Lume é um programa criado e desenvolvido pela Associação Vaga Lume em 2001, a partir de um piloto no estado do Pará, com o objetivo de promover o acesso ao livro e à leitura em comunidades rurais da Amazônia Legal brasileira. Além da estrutura fornecida pelo programa, composta por um acervo de livros novos e mobiliário contendo uma estante de madeira certificada, livreira em lona reciclada para expor os livros em sala de aula e dois tapetes pedagógicos fabricados em palha, o programa também capacita professores da rede pública e lideranças comunitárias na mediação de leitura - técnica de origem francesa que trabalha o livro como objeto cultural – e na valorização das histórias locais.
Desde 2001, o programa já distribuiu mais de 50 mil livros novos, capacitou 1.000 mediadores de leitura e formou bibliotecas escolares comunitárias em 82 comunidades rurais de 19 municípios de 9 estados da região da Amazônia Legal brasileira. A ONG já recebeu diversos prêmios de reconhecimento nacional, como o Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente do Ministério do Meio Ambiente e o Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio concedido pelo Governo Federal e PNUD/ONU.
Serviço:
A Biblioteca Vaga-Lume Amigos da Leitura está precisando de esteiras simples para acomodar as crianças e estantes para os novos livros. A varanda abafada pode melhorar com um ventilador. Quem quiser ajudar pode entrar em contato com a professora Ana Maria Cabral, pelos telefones (91) 3288.0770 e (91) 9138.0430. Você pode saber mais sobre o projeto em www.vagalume.org.br
  Vaga Lume recebe Prêmio Chico Mendes
Ministério entrega Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente
13/12/2006
A ministra Marina Silva entregou nesta quarta-feira (13) o Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente aos ganhadores da edição 2006. A cerimônia, realizada a partir das 19h, no auditório do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte, em Brasília, teve premiados nas categorias: 1) Liderança Individual; 2) Associação Comunitária; 3) Organização Não-Governamental; 4) Negócios Sustentáveis; 5) Ciência e Tecnologia; 6) Arte e Cultura. Cada vencedor recebeu, além de diploma, um cheque no valor de R$ 20 mil. O ano de 2006 foi o que mais registrou inscrições desde 2002, quando houve a primeira edição do Prêmio - 87 trabalhos inscritos. O prêmio foi lançado com o objetivo de valorizar trabalhos realizados em benefício da conservação da Amazônia.
Os premiados - Na Categoria Liderança Individual, o primeiro lugar ficou com o padre Paolino Baldassari, que em Sena Madureira, no Acre, realiza trabalho social, ambiental e de saúde de continuidade ao ideal forjado por Chico Mendes. O segundo lugar ficou com o sindicalista Nilfo Wandscheer, do município de Lucas de Rio Verde, no Mato Grosso. Ele foi escolhido por ter criado a regional do Grupo de Trabalho Amazônico naquele estado e executar o Projeto Proteger do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil. O terceiro lugar ficou com Manoel da Silva Cunha, de Manaus, onde consolidou sua liderança comunitária junto às comunidades extrativistas que vivem na área da Reserva Extrativista do Médio Juruá.
Na categoria Associação Comunitária, o primeiro lugar foi concedido ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Lucas do Rio Verde, em MT. A entidade foi premiada por associar à sua plataforma de luta pela terra o compromisso pela conservação ambiental e pela agricultura ecológica. O segundo lugar foi dividido pela Associação Comunitária da Reserva Extrativista do Rio Iriri, de Altamira (PA), e com a Associação dos Moradores do Rio Unini, Barcelos (AM). A primeira foi responsável pela criação da Reserva Extrativista do Iriri (Terra do Meio), uma das principais conquistas da associação, que combate a grilagem de terras e as práticas ilegais de exploração dos recursos naturais, na região conhecida como Terra do Meio. Já a Reserva do Iriri foi escolhida pelo seu trabalho em favor da resolução de conflitos gerados com a proibição ao uso dos recursos naturais, do controle social sobre eles e da busca de alternativas à resolução da questão fundiária no Parque Nacional do Jaú (AM). O terceiro lugar ficou com a Associação de Desenvolvimento Comunitário de Lages, de Monte Alegre (PA), pelos experimentos agrícolas alternativos e o beneficiamento do buriti com base sustentável em comunidades do entorno do Parque Estadual Monte Alegre, dando a elas nova base de subsistência com sustentabilidade.
Na categoria Organização Não-Governamental, o primeiro lugar foi concedido à Operação Amazônia Nativa, de Cuiabá (MT). A ong desenvolve projetos de defesa territorial, sustentabilidade, atenção à saúde, educação, e promove formação e capacitação, em diferentes áreas, por meio do contato direto com aldeias indígenas. O segundo lugar foi conquistado pela Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, de Porto Velho (RO), que desenvolve ações de proteção ao ambiente e aos direitos indígenas. O segundo lugar ficou com o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), de Brasília, pela sua atuação na capacitação de recursos humanos voltados à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais. O terceiro lugar foi entregue à Associação Vaga-lume, de São Paulo (SP), pelo desenvolvimento cultural e educacional de comunidades rurais da Amazônia Legal.
Na categoria Negócios Sustentáveis, o primeiro lugar foi obtido pela Organização Indígena da Bacia do Içana, de São Gabriel da Cachoeira (AM), pela promoção de geração de renda e da avaliação do potencial florestal da região para garantir o uso racional dos recursos naturais, em benefício das comunidades indígenas. O segundo lugar ficou com a indústria de objetos de madeira Liba Produtos Florestais, de Rio Branco (AC), que realiza manejo florestal comunitário em parceria com associações de seringueiros. O terceiro lugar ficou com a Associação dos Extrativistas e Artesãos do Capim Dourado do Jalapão, de Novo Acordo (TO), pela confecção sustentável do artesanato daquele capim, base do negócio desenvolvido pela Associação.
Na categoria Ciência e Tecnologia, o primeiro lugar foi entregue ao cientista Philip Fearsinde, de Manaus. Um dos primeiros cientistas no Brasil a alertar para o impacto do desmatamento sobre o clima, Fearside foi escolhido pelo extenso currículo de atividades de pesquisa desenvolvidas na Amazônia e pelo desenvolvimento do projeto Serviços Ambientais Como Estratégia Alternativa para o Desenvolvimento na Amazônia. O segundo lugar ficou com Tânia de Paula e Cristian Ullmann, de São Paulo (SP), pelo Projeto Oficina Nômade, que identifica, apóia, divulga e fortalece o mercado de produtos comunitários amazônicos que utilizam de forma sustentável os recursos naturais. Já o terceiro lugar ficou com Floriano Pastore Jr., de Brasília, pela realização do projeto de uso de tecnologia alternativa para produção de borracha natural, que permite ao trabalhador preparar o látex beneficiado, empregando técnicas e materiais simples de custo relativamente baixo. Já o terceiro lugar ficou com o Museu Emílio Goeldi, de Belém (PA), pela geração e divulgação do conhecimento científico na Amazônia, por meio de estudos e da difusão da sociobiodiversidade.
Na categoria Arte e Cultura, o primeiro lugar ficou com Mara Régia Di Perna, de Brasília. Jornalista e professora universitária, ela desenvolve, desde 1990, programas de rádio voltados à capacitação das populações amazônicas em relação a temas como cidadania, cultura popular, conhecimentos tradicionais, sexualidade, meio ambiente e outros. O segundo lugar ficou com Feliciano Pimentel Lana, de São Gabriel da Cachoeira (AM). Membro do povo indígena Desana, seus trabalhos em arte gráfica, textos e livros serviram de base para diversos pesquisadores interessados nas questões culturais e ambientais da região do Alto Rio Negro. O terceiro lugar ficou com a Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá, Sena Madureira (AC). A entidade foi classificada pelo Projeto Barco de Leitura, da Resex Cazumbá-Iracema (Acre), que busca democratizar o acesso à cultura por meio de obras literárias entre crianças e jovens da Resex.
ASCOM (notícia retirada do site do Ministério do Meio Ambiente)
  Vaga Lume representa Brasil em Seminário sobre a Leitura no Chile
Sylvia Guimarães, presidente da Associação Vaga Lume irá participar do Seminário “Pro Lector” que acontecerá de O Seminário, de incentivo e fomento à leitura, é promovido pelo Ministério da Educação do Chile, que escolheu a Associação Vaga Lume como representante do Brasil participar juntamente com outros 8 países deste laboratório internacional.
O programa de trabalho do Seminário inclui grupos de discussões e uma feira de exposição dos trabalhos criados para apoio e incentivo à leitura. O objetivo geral do Seminário é criar ferramentas que ajudem no desenvolvimento do Plano Nacional de Fomento à Leitura do Chile e será realizado na Biblioteca de Santiago do Chile.
Em junho, o programa Rede dos Vaga Lumes promoveu mais uma semana de intercâmbio cultural entre escolas paraenses e paulistanas. A equipe de representantes de Soure conheceu a comunidade da Escola Oswald de Andrade Caravelas, localizada na Vila Madalena. Conheceram também o centro da cidade e a periferia, numa intensa programação cultural, marcada por reflexões sobre a diversidade e a identidade brasileira.
Por falar em identidade e intercâmbio, chegou este mês ao Vaga Lume o trainee Julio Cesar Casma, de Lima, Peru, para um período de 6 meses de trabalho na área de comunicação. O estágio do Julio é fruto de uma parceria com a AIESEC, uma associação internacional de estudantes que trabalha com jovens no desenvolvimento de lideranças e intercâmbio internacional.
Por fim, estamos finalizando os preparativos para o Congresso Vaga Lume, que acontece de Em breve enviaremos mais detalhes da programação para este inverno amazônico em São Paulo!
Convidamos você a ver nosso Balanço de Atividades de 2006, à disposição no site. Lá você encontrará também os relatórios técnicos detalhados dos Programas Expedição Vaga Lume e Rede dos Vaga Lumes 2006. Basta clicar aqui.
Agradecemos aos parceiros que viabilizaram as atividades do ano passado e renovaram seu apoio para 2007.
Gostaríamos de dar as boas vindas aos novos parceiros da Associação Vaga Lume: a agência de comunicação Santa Clara, os auditores independentes da Boucinhas&Campos Soteconti, o Instituto Eco Social, investindo na formação de lideranças, o Grupo Votorantim, apoiando a Expedição Vaga Lume e a TBE (Transmissora Brasileira de Energia) apoiando a Rede dos Vaga Lumes.
Para o ano de 2007, a Expedição Vaga Lume prevê um amplo projeto de multiplicação, tendo a frente das ações principalmente atores locais. Para isso, será realizado um contato sistemático com as comunidades para escolha de representantes e monitoramento. Também serão realizadas Expedições de Diagnóstico, Expedições de Acompanhamento e um grande Congresso de Bibliotecas Vaga Lume, onde as equipes locais receberão capacitação.
O programa Rede dos Vaga Lumes iniciou as atividades de campo com o VI Comitê Educacional, realizado de 20 a 22 de março, na Base Aérea de Belém. Neste ano, a Rede promove a segunda etapa do intercâmbio entre a Escola Estadual Jardim Iguatemi (SP) e 4 escolas rurais de Castanhal (PA). Depois de receber a delegação paulistana representando os 1.500 alunos de São Mateus, Zona Leste da capital, os paraenses de Castanhal preparam trabalhos sobre a sua cultura e escolhem a delegação para viagem a São Paulo. O mesmo acontece com a Escola Oswald de Andrade Caravelas (SP) e 2 escolas rurais do município de Soure (PA). Os marajoaras prometem deixar saudades na escola da Vila Madalena.
Para terminar, uma foto do prêmio recebido em dezembro de 2006 que muito nos honrou: O prêmio Chico Mendes, na Categoria Organização Não Governamental, concedido a organizações que se destacaram pela “atuação marcante na Amazônia brasileira e por ter contribuído, de forma, notável, para o aumento da participação de populações locais nas decisões que afetam seu modo de vida.”
  Encontro de Mediadores de Leitura em Manaus
Primeiro Encontro de Mediadores de Leitura das comunidades envolvidas no programa Expedição Vaga Lume será realizado em Manaus.
Entre os dias 9 e 14 de maio será realizado em Manaus, na Base Aérea da FAB (Força Aérea Brasileira), um encontro entre mediadores de leitura da Expedição Vaga Lume. O encontro tem com objetivo formar uma rede de mediadores de leitura que, alinhada aos princípios e metodologia da Expedição, atue como referências em seus municípios e comunidades. Essa é uma oportunidade histórica para o projeto, pois é a primeira vez que será realizado um encontro entre os participantes do projeto.
O encontro pretende também selecionar mediadores para compor as equipes de campo das expedições; formar e selecionar mediadores para o monitoramento das bibliotecas, de forma a intensificar essa atividade feita pelo programa Expedição Vaga Lume; e promover o intercâmbio de experiências entre comunidades e bibliotecas, com a expectativa de que isso continue depois do encontro de forma espontânea.
Foram convidados, em média, dois mediadores de leitura das comunidades: Campinápolis, Portel, Barcelos, Castanhal, Cruzeiro do Sul, Macapá, Santarém, Carauari, Chapada dos Guimarães, Ouro Preto D´Oeste, São Gabriel da Cachoeira, Pacaraima, Ponte Alta do Tocantins, Barreirinhas.
  Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
O prêmio foi concedido pelo Governo Federal, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade. A primeira edição do Prêmio ODM Brasil recebeu 920 inscrições e premiou 27 iniciativas nas categorias Destaques, Organizações, Governos Municipais, Prêmio Especial In Memorian e Menção Honrosa. Para saber mais sobre o Prêmio acesse o site www.odmbrasil.org.br
Nós recebemos o prêmio diretamente das mãos do Presidente da República, veja as fotos na galeria.
  Compre ações da Vaga Lume e concorra a viagens para a Bahia
Nossa como a gente sumiu, né?
Também, se não é a gente para dar notícias você nem vai atrás, imagine que a última vez que entramos em contato foi dia 5 de setembro, dia da Amazônia, lembra? Pois é, veja algumas coisas que aconteceram:
- Recebemos quatro representantes da área rural de Portel (PA) em São Paulo! Eles passaram uma semana na grande metrópole trazendo o ar amazônico para a Escola Vera Cruz e para a “Terra da Garoa”.
- Os seis consultores do Instituto de Avaliação IDECA foram para seis municípios simultaneamente fazer a avaliação do projeto e você não vai acreditar; todos voltaram sem problemas! Os resultados da avaliação? Cenas do próximo capítulo...
- Fomos para Rondônia e Tocantins dar continuidade às atividades iniciadas em 2002. Nunca vimos tanta fumaça e queimada!! ATENÇÃO, A AMAZÔNIA ESTÁ EM CHAMAS! Imagine se a gente se perdesse naquele “fumacê” e você nem manda socorro!!
- Estamos nos preparando para partir para Macapá e Barreirinhas em novembro, ou seja, se nós sumirmos, já sabem onde procurar!
- Fizemos tudo isso, mas continuamos lembrando você do nosso moderno sistema para receber doações! Agora, além do boleto bancário, estamos trabalhando com transferência bancária do Banco Bradesco e o chiquééééérimo cartão de crédito VISA.
Vê se não some mais!!
TCHAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!
  Lançamento da nova linha de produtos
Nossa, você sabe que o Deus da Vagalumelândia, o Vagaluminis, conhecido por seu poder de transformação através do seu forte raio de luz está realmente nos iluminando! (desculpe a leve regredida, mas dizem que nunca devemos perder a criança dentro de nós...).
Ou seja, estamos fazendo umas parcerias em forma de apoio que são um sucesso:
O Ideca, instituto de avaliação, já iniciou o processo de avaliação de impacto da Expedição Vaga Lume. Neste momento estamos organizando seis viagens simultâneas para seis consultores avaliarem o trabalho nas comunidades amazônicas.
Interbrand, empresa internacional. (Did you understand? International!) Está fazendo nossa estratégia de marca. Sabe quem são alguns clientes deles? A Estônia, a Guatemala e nós! Se gostarmos bastante vamos indicá-los para o magnânimo Vagaluminis fazer estratégia de marca na Vagalumelândia.
A Guascor, nossa patrocinadora, contratou uma funcionária (Vinólia), conhecida também como vagaluma - guascorete, para ser uma representante no Pará. Por sinal, a Guascor lançou um filme institucional da nossa parceria dia 1º de agosto no MIS, em São Paulo.
Não podemos deixar de falar dos nossos apoiadores que estão na estrada conosco desde o início como, Rádio Eldorado, FAB, Sistema Penal do Pará (quem produz as estantes das bibliotecas), Secretarias Municipais de Educação, Sirius Indústria Gráfica, Globalstar, Ministério da Cultura. E graças às nossas preces ao excelentíssimo sagrado Vagaluminis, ao longo da nossa jornada adquirimos parceiros como: Ashoka Empreendedores Sociais, Avina, Bovespa Social, Banco da Amazônia, Correios, Banco do Brasil, Gol Linhas Aéreas, Hedging Griffo, Banco Safra, Locaweb, Link Corretora, Ecolog, Artfix, Ramos Transportes, Acalântis RH, Felsberg & Associados, Cikel, Rima Equipamentos de Áudio e Vídeo Profissionais, E-Partnet BR, Expresso Araçatuba e os nossos queridos vaga-lumes mantenedores da Associação!
Enfim, temos muito que agradecer ao querido Vagaluminis, nos resta continuarmos nosso trabalho de vaga lumas mortais, que caso você não saiba, hoje somos 10 na equipe, uma mulherada que não acaba mais!!!
SENHOR VAGALUMINIS, ECOE NOSSOS AGRADECIMENTOS AOS NOSSOS PARCEIROS!! E se não for muito trabalho para o senhor, lembre os esquecidos que trabalhamos com boleto bancário, é só enviar um e-mail para colabore@expedicaovagalume.org.br
Tchau para você, mas se prepare que em menos de dez dias teremos uma novidade muito boa, estamos terminando uma novena para o Vagaluminis que sempre dá certo!
Rélis Vaga Lumas mortais
  Vaga Lume lança nova linha de produtos



