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Expedição Vaga Lume II Etapa

Segunda Etapa - Fortalecimento (2003 a 2006)

 O trabalho nas comunidades se inicia com uma visita de diagnóstico das condições locais para implantação e fortalecimento das ações de acesso ao livro e à leitura. A partir da análise do diagnóstico, é feito o planejamento do trabalho. As ações de formação da equipe em campo duram de 7 a 10 dias.

A metodologia está fundada no tripé Estrutura-Capacitação-Gestão, ou seja, na concepção de que a entrega de recursos materiais deve vir acompanhada da capacitação de pessoas para utilizá-los e do estabelecimento de rotinas para sua inserção no cotidiano.

1. Investimento em Estrutura de Bibliotecas:

Para formar leitores, os melhores aliados são bons livros. O acervo, de 150 ou 300 livros novos, é criteriosamente selecionado, com ênfase em títulos de primeiras leituras. Qualidade e Diversidade são diretrizes para a elaboração do acervo. Os livros, trabalhados na perspectiva de objetos culturais, são acompanhados por uma estrutura básica: 

  •  Estantes de madeira certificada produzidas por detentos do Centro de Recuperação de Ananindeua, em Belém, PA, em parceria com a uperintendência do Sistema Penal do Pará;
  •  Livreiras confeccionadas com lonas recicladas, utilizadas para expor livros, gibis, revistas ou jornais;
  • Tapetes de mediação de leitura para dispor os livros no chão, protegendo-os e ao mesmo tempo facilitando o manuseio.

2. Formação de Mediadores de Leitura:

A mediação de leitura é uma prática que possibilita a vivência da leitura em um ambiente prazeroso, promovendo o contato com o livro e suas narrativas. Indicada para todas as idades, a mediação de leitura pode acontecer na escola, em casa ou na comunidade, desde que haja livros e pessoas capacitadas.

Os cursos de Formação de Mediadores de Leitura têm carga horária entre 24 e 40 horas e são destinados a professores, comunitários e técnicos das Secretarias de Educação. Os mediadores de leitura capacitados na primeira etapa do projeto são formados como multiplicadores para que sejam os vetores de disseminação do trabalho em outras comunidades.

3. Gestão Comunitária - Criação de Regimento e Conselho da Biblioteca:

A Gestão da Biblioteca fica a cargo de cada comunidade. Para debater o tema, é realizada uma assembléia, com a presença de pais, mães, professores, jovens, crianças e adultos. Respondendo a um guia de perguntas, a comunidade discute as regras da sua biblioteca e escolhe membros para formar um Conselho Gestor. A biblioteca oferece à comunidade a oportunidade de aprimorar seus mecanismos de organização.  

OUTRAS ATIVIDADES

Cinema na Comunidade:

O cinema nasceu da necessidade de devolver às comunidades imagens em vídeo feitas pela equipe do projeto. Além de ser excelente estratégia de mobilização do público, a atividade contribui para a valorização da cultura local.

Roda de Histórias e Produção de livros artesanais:

Esta oficina tem como ponto de partida a tradição oral. A fim de resgatar e valorizar narrativas, o passado das comunidades e seus contadores de histórias, são organizadas rodas para ouvir os moradores mais antigos. A partir do registro dessas histórias, são editados livros artesanais, que passam a fazer parte do acervo das bibliotecas. 

 

 

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